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Geralmente a categoria “Melhor Diretor” acompanha a categoria “Melhor Filme” como mais importante. Esse ano não é diferente, os cinco indicados à melhor diretor estão com seus respectivos filmes todos também indicados para melhor filme. Mas ainda são estatuetas diferentes, e nem sempre quem leva a estatueta de direção leva também a de melhor filme, vide ano passado onde “Alejandro González Iñárritu” ganhou o prêmio por dirigir “O Regresso”, e o melhor filme acabou ficando com “Spotlight: Segredos Revelados”.

E esse ano, eis os indicados ao Oscar de “Melhor Diretor”:

 

MELHORES DIRETORES DE 2017

#1. DAMIEN CHAZELLE

Pode se tornar o mais jovem cineasta a faturar a estatueta na categoria. Damien já nos presentou com o belíssimo “Whiplash (2014)”. O favorito a levar a estatueta na categoria, nos traz agora “La La Land: Cantando as Estações” e juntou referências cinéfilas como “Os Guarda-Chuvas do Amor (1964)” e “Cantando na Chuva (1952)” para homenagear o cinema que nunca viveu, mas que adora classificar como verdadeiro e único.

 

#2. MEL GIBSON

Veterano ator de grandes filmes como “Mad Max (1979)” e “Máquina Mortífera (1987)”, é também um excelente diretor e já provou isso com “Coração Valente (1995)”, “A Paixão de Cristo (2004)” e “Apocalypto (2006)”. “Até o Último Homem” é um bom filme, executado e narrado à moda antiga e com obediência fiel e extrema ao realismo. O ponto alto da direção são as cenas de batalha que são muito, mas muito bem filmadas, câmera na mão, tensão interminável, suspense. E sangue, sangue, sangue.

 

#3. DENIS VILLENEUVE

Depois de dirigir o pesadíssimo “Sicario: Terra de Ninguém (2015)”, faz a sua estreia na ficção cientifica com o filme “A Chegada” que oferece uma alternativa mais reflexiva e filosófica aos filmes que descrevem encontros de humanos com extraterrestres, com uma direção inspirada nos filmes de Spielberg em especial os de ficção dos anos 70 e 80.

 

#4. BARRY JENKINS

Barry Jenkins, responsável pelo roteiro e direção de “Moonlight: Sob A Luz do Luar”, nos traz um belíssimo filme com debate legítimo, complexo e, principalmente, atual. O filme é ritmado por um azul melancólico que emerge lamentações e uma trilha que suaviza a calamidade, e o ponto chave da direção é saber conduzir os movimentos sem fazer nenhum tipo de julgamento, seja qual for a ação dos seus heróis.

 

Vários nomes, vários estilos. E todos eles muito bons. O páreo está complicado mas aqui já temos um favorito.

 

 

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